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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Paranóia

Sabe... na primavera o tempo é meio quente, e eu estava com calor, então resolvi sair para tomar um ar.
Comecei a caminhar por algumas ruas que ficavam perto da minha casa, pois já era noite, e a noite as coisas costumam serem mais perigosas.
Era um pouco tarde, mas ainda tinham alguns carros circulando pela rua, e algumas pessoas também.
Eu comecei a observar as luzes, e enquanto isso, um barulho baixo de passos ia almentando o volume e a velocidade enquanto eu andava.
Tive a leve sensação de que estava sendo seguida por alguém, olhei para trás quase que automaticamente, e então eu vi que não era só uma sensação.
Comecei a correr, e ao mesmo tempo que corria, olhava para trás.
Por que diabos alguém iria me seguir?
Acelerei a minha velocidade para conseguir ficar a uma certa distância dele.
Minha casa ficava à uma rua depois de uma praça, corri até o fim da praça, e lá de longe olhei para trás, ele havia sumido.
Parei de correr e coloquei as mãos nos joelhos, minha respiração estava ofegante.
Retomei o ar e andei calmamente até em casa. Quando cheguei tomei um banho e fui para a cama.
Mas não demorou nada e eu acordei com alguém tentando me enforcar.
Eu lutava para conseguir retomar a minha respiração, e retirar o braço do meu pescoço, mas não conseguia.
Então de repente eu levantei, arfando e com os olhos arregalados olhando para todos os cantos do quarto.
Não havia mais ninguém nele, então voltei a dormir.
Tudo aquilo tinha sido um sonho, ou era isso que eu pensava.

Para: Bloínquês


Estou pensando em escrever um livro, já tenho a história, estou escolhendo o nome de alguns personagens ainda, para poder começar a escrever.Esse seria o começo do livro, as primeiras páginas. Depois faço um post contando mais sobre o livro. Me digam se gostaram.(o título desse post não será o título do possível livro.)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Bee era uma garota muito bonita, daquele tipo que os homens sempre olhavam quando ela passava. Sempre tinha uns assovios, e quando tinha um mais atrevido, até umas cantadas feitas.
Ela era meio estourada, em alguns dias que ela estava de mal humor até xingava os homens que mexiam com ela.
Ela gostava de jogar sinuca, ganhava todos os jogos que participava. Mas, por ser uma mulher muito bonita, ninguém achava isso.
Havia um bar na que era famoso por ter os melhores jogadores da cidade. Bee resolveu ir até lá ver como eles jogavam e conseguir algum dinheiro apostando.
Ela entrou no bar com seus longos cabelos ruivos, encaracolados balançando ao vento. Todos os homens que estavam lá olharam pra ela automaticamente, ela já estava acostumada com isso.
Pegou um taco, girou ele uma vez no ar e ia se preparar para a tacada quando um homem bem gordo, careca e de jaqueta de couro - um daqueles homem que você não iria querer encontrar num beco escuro - falou:
- O que uma gatinha como essa está fazendo num lugar desses? Cuidado, vai quebrar a unha! - disse isso e deu um risinho irônico.
- Cale a boca imbecil. - respondeu ela impaciente, e deu sua tacada, encaçapou duas bolas de uma só fez. Isso lhe rendeu alguns aplausos.
- Hm, não é que a gatinha manda bem? - Comentou o homem gordo, que tinha o nome de Jack.
Ela empurrou o taco com força no peito dele o desafiando.
- Tenta aí, se é tão bom quanto fala. 
Jack pegou o taco e encaçapou uma bola que parecia impossível de acertar.
- Hm, é bom sim. - comentou ela com aprovação.
- Aposto 100 reais na gatinha! - Disse um homem sentado em uma das cadeiras do balcão encarando - a.
- 150 no gorducho. - Disse outro homem.
Logo, várias pessoas apostaram em quem ganharia. Começaram o jogo.
Depois de algum tempo restaram apenas duas bolas encima da mesa de bilhar. Quem acertasse, ganhava uma parte do dinheiro que foi apostado ali.
Bee se abaixou, mirou na bola e deu sua tacada, a bola rolava sobre a mesa até encontrar o buraco. Ela venceu. 
Explodiu de alegria e abraçou a primeira pessoa que viu na frente, era um homem que fazia alguns dias que não tomava banho, provavelmente um mendigo. Ela o soltou quando olhou para ele. Pegou sua parte do dinheiro, olhou para Jack e disse:
- Bem feito. Mané!
E saiu do bar, com os cabelos ruivos tremulando ao vento e os olhares grudados nela.


Para: Bloínquês; 15ª edição musical

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Metamorfoseando

O ser humano é um bicho danadinho, muda a toda hora, a todo segundo. As vezes pra melhor, as vezes pra pior, mas isso não importa.
Às vezes, aquela sua BFF inseparável, que parecia ser leal à você até a morte, te dá uma rasteira daquelas.
Ou também aquele menino lindo que você tá de olho faz tempo, se revela um chato e mal educado.
É meus amigos, assim como as estações, as pessoas têm a habilidade de mudar.


Para: Bloínquês

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