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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Dos casos de Liz - terror aquático


Passou o dia tentando não pensar. Quando não estava com a tevê ligada ouvia música, via vídeos na internet, lia jornal, voltava a ver televisão. Tentou até fazer tudo ao mesmo tempo, apesar de saber que era inevitável não ter um momento pra pensar. A manhã passou e a tarde já começava a se despedir quando ela resolveu ir tomar banho. Tentou lembrar-se de algo que ainda não havia feito para se auto-sabotar, mas nada veio à sua cabeça. Vencida pelo cansaço de procurar desculpas, separou as peças de roupa que levaria até o banheiro, enquanto aqueles pensamentos malditos tentavam sair da caixa que ela fez questão de trancar.
Ligou o chuveiro, despiu-se e entrou debaixo d'água. A música que tocou no rádio de manhã e não saía da cabeça resolveu descer pela corrente sanguínea e antes que ela pudesse evitar, já estava saindo de sua boca. Cantou a primeira estrofe, o refrão e repetia continuadamente o verso que mais doía.
Inevitavelmente a caixa se abriu. A letra da música se entrelaçou com seus pensamentos e com as lembranças do sonho da noite passada. Num gesto desensofrido girou com rapidez a torneira da água quente, acreditando veemente que a temperatura da água queimaria aqueles devaneios ilusórios. Fechou os olhos, prendeu a respiração e mergulhou seu rosto na água achando que ela lavaria toda a sua alma. Num misto de vapor e água quente, sentiu uma gota fria e salgada se misturar em sua face.
Voltou a afastar seu rosto da água, respirou fundo, colocou os pensamentos novamente na caixa e prometeu trancá-la. Jurou. Disse para si mesma que nunca mais pensaria nisso, nisto ou naquilo. Naquilo que fazia seu coração bater descontroladamente, que fazia seu corpo liberar adrenalina suficiente para mil mergulhadores desbravadores de mares. Naquilo que parecia fazer questão de tirar sua paz desde que tinha invadido sua vida.
Nele.

I'm tripping on words, you got my head spinning 
I don't know where to go from here 
(You and me - Lifehouse)

Sabe quem escreveu esse texto? Foi a Cat Campos do Doce Ilusão, ela mandou o texto dela pro SEU TEXTO NO BLOG, se você quiser ter o seu texto postado aqui é só clicar ali em "Você no blog" e ler as regras. Os melhores textos são postados aqui, então caprichem ♥

sábado, 4 de agosto de 2012

Tomar uma Coca-cola com você


É ainda mais divertido que ir a São Francisco, La Jolla, Tijuana, Tecate, Ensenada
ou ter o estômago revirado de enjôo na Madison Avenue em Nova Iorque
em parte porque nesta camisa laranja você me parece um São Francisco melhor mais feliz em parte por causa do meu amor por você, em parte por causa do seu amor por vodca
em parte por causa das margaridas laranja fluorescente cercando os ipês
em parte por causa do mistério que nossos sorrisos vestem diante de gente e estatuária.
É difícil de acreditar quando estou com você que pode haver algo tão imóvel tão solene
tão desagradavelmente definitivo quanto estatuária quando bem em frente
no ar quente das quatro da tarde em Nova Iorque nós vagamos em círculos num vai e vem como uma árvore respirando por suas oftálmicas.
E a exposição de retratos parece não ter qualquer rosto, só tinta você de repente pergunta-se por que diabos alguém deu-se ao trabalho de pintá-los.
Eu olho você e preferiria olhar você a todos os retratos do planeta 
com exceção talvez do Auto-Retrato com corrente de ouro de vez em quando que está no MASP aonde graças aos céus você nunca foi então podemos ir juntos pela primeira vez
e o fato de que você se move tão lindo resolve mais ou menos o Futurismo assim como em casa eu nunca penso no Nu Descendo uma Escada ou num ensaio nalgum desenho do Michelangelo ou Da Vinci que antes me deixava boquiaberto
e de que adianta aos Impressionistas toda a sua pesquisa quando eles nunca conseguiam a pessoa certa para encostar-se à árvore ao pôr-do-sol ou a propósito Marino Marini se ele não escolheu o cavaleiro com o mesmo cuidado que o cavalo é como se tivessem roubado deles uma experiência maravilhosa que eu não pretendo desperdiçar e é por isso que estou aqui falando tudo isso pra você.

Esse é um poema que é citado (e recitado) numa cena do filme A Fera, o poema é de Frank O'Hara.
O gif eu achei no tumblr, e é do filme também. 

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Shooting Natasha


Dizem que existe app pra tudo, né? Só não existia pra reatar namoro. Foi então que o Breno Pinheiro resolveu por a mão na massa e criar ele mesmo uma forma de voltar com a ex-namorada. Breno se juntou com alguns amigos e juntos eles criaram o Shooting Natasha, onde o objetivo é jogar corações na personagem até reconquistá-la. 
Se ele conseguiu? 

Onde arranja  um desses?

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